Jair Bolsonaro (sem partido) é acusado de ter contratado funcionários fantasmas que lhe devolviam a maior parte dos salários pagos pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele nega ter cometido qualquer irregularidade.
Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu em 25 de junho do ano passado foro especial à Flávio Bolsonaro, deslocando-o de uma vara de primeira instância para o próprio TJ-RJ.
Foram apresentadas ao esses pedidos continuam aguardando julgamento nos gabinetes dos ministros Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, esse último indicado por Bolsonaro para a Corte.
Sobre o foro de Flávio, o próprio TJ-RJ marcou em janeiro novo julgamento para reavaliar a questão. No entanto, Gilmar Mendes deu uma rápida decisão mandando suspender esse julgamento até que o STF defina a instância do julgamento. Depois disso, porém, manteve novamente o caso parado em seu gabinete por meses.
Períodos no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre 2001 e 2006, André passou a integrar a lista de funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados em novembro de 2006, sendo demitido em outubro de 2007.
Devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6 mil, ele devolvia R$ 2 mil, R$ 3 mil. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo'", teria dito Andrea na gravação, segundo o UOL.
Teria revelado também que devolvia a maior parte do salário recebido por ela mesma como funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro. "Eu ficava com R$ 1 mil e pouco e ele ficava com R$ 7 mil, então, assim, certo ou errado agora já foi, não tem jeito de voltar atrás", diz ela, que antes também foi funcionário do gabinete de Jair Bolsonaro.
Entre 2018 e 2019, segundo o UOL, que não revelou a fonte das gravações.
Configura crime de peculato. A Constituição Federal impede que Bolsonaro seja responsabilizado por eventuais crimes cometidos antes de se tornar presidente. Dessa forma, ele até poderia ser investigado por iniciativa do procurador-geral da República, Augusto Aras, mas não poderia ser denunciado e processado por essas acusações.

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